Um Vessel Traffic Service (VTS) é um serviço em terra destinado a melhorar a segurança e eficiência do tráfego marítimo e a contribuir para a proteção do ambiente. Num porto ou zona marítima abrangida, permite manter uma visão integrada do tráfego, disponibilizar informação relevante aos navios e apoiar a resposta a situações potencialmente inseguras.
O que significa VTS?
VTS significa Vessel Traffic Service ou, consoante o contexto, Vessel Traffic Services.
De acordo com a International Association of Marine Aids to Navigation (IALA), um VTS é um serviço implementado por uma autoridade competente para melhorar a segurança e eficiência do tráfego de navios e proteger o ambiente.
Não deve, portanto, ser entendido apenas como um conjunto de radares, câmaras ou monitores.
O VTS é um serviço operacional, suportado por pessoas, procedimentos, comunicações, informação e tecnologia.
Para que serve um sistema VTS?
Um sistema VTS permite criar e manter uma visão operacional do tráfego marítimo dentro da área abrangida pelo serviço.
A informação disponível ajuda os operadores VTS a acompanhar a evolução do tráfego, comunicar informação relevante aos navios e identificar situações que possam representar um risco.
Na prática, um VTS pode contribuir para:
- melhorar a segurança da navegação;
- aumentar a eficiência dos movimentos de navios;
- disponibilizar informação relevante à navegação;
- acompanhar a evolução do tráfego;
- apoiar a gestão de situações potencialmente inseguras;
- melhorar a consciência situacional dos operadores;
- contribuir para a proteção do ambiente marinho e das áreas adjacentes.
A Convenção SOLAS prevê o estabelecimento de Vessel Traffic Services quando o volume de tráfego ou o grau de risco justificam a existência deste tipo de serviço.
Onde são utilizados os Vessel Traffic Services?
Os sistemas VTS são particularmente relevantes em áreas onde a intensidade ou complexidade do tráfego exige maior capacidade de monitorização e coordenação.
Entre os contextos mais comuns encontram-se:
Portos marítimos e respetivos acessos
Onde coexistem entradas, saídas, manobras, pilotagem e diferentes tipos de embarcações.
Canais e vias navegáveis
Sobretudo quando existem limitações físicas, elevada densidade de tráfego ou condições de navegação exigentes.
Áreas de elevada densidade de tráfego
Nas quais a consciência situacional e a antecipação de situações de risco assumem particular importância.
Zonas ambientalmente sensíveis
Onde um incidente marítimo pode produzir consequências ambientais significativas.
A IMO identifica precisamente os acessos portuários, canais, áreas com elevada densidade de tráfego, transporte de cargas perigosas, dificuldades de navegação e sensibilidade ambiental como contextos particularmente relevantes para VTS.
Como funciona um sistema VTS?
O funcionamento de um VTS assenta na capacidade de construir uma imagem de tráfego marítimo atualizada e compreensível para o operador.
Para isso, informação proveniente de diferentes fontes pode ser recolhida, integrada e apresentada no VTS Centre.
Dependendo da instalação e dos requisitos operacionais, podem estar envolvidos sistemas como:
Radar
O radar permite detetar e acompanhar alvos dentro da sua área de cobertura, constituindo uma das fontes possíveis para a construção da imagem de tráfego.
AIS — Automatic Identification System
O AIS permite receber informação transmitida por navios, incluindo elementos de identificação, posição, rumo e velocidade, entre outros dados.
Radar e AIS são tecnologias complementares e não equivalentes.
Comunicações VHF
A comunicação entre o VTS e os navios permite transmitir e receber informação operacional relevante.
CCTV e sistemas de vídeo
Câmaras instaladas em pontos estratégicos podem acrescentar informação visual à consciência situacional do operador.
Dependendo do contexto, podem ser utilizadas câmaras convencionais, sistemas PTZ e outras tecnologias adequadas às condições de observação.
Informação meteorológica e ambiental
Vento, visibilidade e outros dados relevantes para a navegação podem ser integrados na informação disponível ao operador.
Sistemas de informação e outras fontes de dados
Um VTS moderno pode necessitar de trocar informação com outros sistemas e serviços marítimos e portuários.
A interoperabilidade assume, por isso, uma importância crescente na conceção das infraestruturas VTS.
O que vê um operador num VTS Centre?
O operador VTS precisa de transformar múltiplas fontes de informação numa imagem operacional coerente.
Isso significa que a questão não é apenas quantos dados estão disponíveis, mas como são apresentados.
Um centro pode combinar informação cartográfica e de tráfego, alarmes, vídeo CCTV, informação meteorológica, comunicações e dados provenientes de outros sistemas.
A organização da informação deve permitir ao operador identificar rapidamente aquilo que exige atenção sem aumentar desnecessariamente a carga cognitiva.
É neste ponto que a conceção da sala de controlo e dos sistemas de visualização assume particular relevância.
Qual é o papel de uma sala de controlo VTS?
Uma VTS Control Room é o ambiente operacional onde os profissionais responsáveis pelo serviço acompanham o tráfego e interagem com os sistemas necessários à operação.
A sala deve ser concebida para proporcionar condições adequadas a operações que podem funcionar continuamente.
Entre os fatores a considerar encontram-se:
- visibilidade da informação;
- ergonomia dos postos de trabalho;
- dimensão e posicionamento dos displays;
- organização das diferentes fontes;
- redundância;
- disponibilidade dos sistemas;
- condições de iluminação;
- gestão de alarmes;
- manutenção;
- escalabilidade futura.
Uma sala com mais ecrãs não é necessariamente uma sala de controlo melhor.
A informação deve estar disponível no local certo, no momento certo e com uma hierarquia visual que apoie a decisão do operador.
Videowall ou monitores individuais num centro VTS?
As duas soluções podem coexistir.
Os monitores dos postos de operação permitem disponibilizar ao operador as aplicações e informação diretamente relacionadas com a sua função.
Um videowall permite criar uma superfície de visualização partilhada, apresentando informação que deve estar simultaneamente acessível a vários operadores ou supervisores.
A escolha entre LCD, LED ou outras tecnologias deve considerar fatores como:
- distância de visualização;
- dimensão da informação;
- resolução necessária;
- funcionamento contínuo;
- redundância;
- manutenção;
- espaço disponível;
- arquitetura da sala.
A tecnologia de visualização deve ser escolhida depois de definidos os requisitos operacionais, e não o contrário.
O que considerar ao implementar ou modernizar um VTS Centre?
Um projeto VTS deve começar pelos requisitos operacionais.
No caso específico da infraestrutura tecnológica e audiovisual do centro de controlo, é importante avaliar:
1. Que informação precisa de estar permanentemente visível?
Nem todas as fontes têm a mesma importância operacional.
Definir prioridades permite criar uma arquitetura de visualização mais eficiente.
2. Quantos operadores vão utilizar o centro?
O número de postos, funções e níveis de supervisão influencia diretamente o desenho da sala.
3. O centro funciona 24/7?
Operações contínuas colocam requisitos adicionais sobre fiabilidade, ergonomia, manutenção e disponibilidade dos equipamentos.
4. Como será garantida a redundância?
A indisponibilidade de um equipamento crítico não deve comprometer desnecessariamente a capacidade operacional.
5. Como será feita a manutenção?
O acesso aos equipamentos e a possibilidade de substituir componentes sem perturbar toda a operação devem ser considerados durante o projeto.
6. A solução consegue evoluir?
Novas fontes de informação, alterações operacionais ou futuras integrações não devem obrigar à reconstrução completa da infraestrutura.
VTS não é apenas tecnologia
Radar, AIS, comunicações, CCTV, software e sistemas de visualização são componentes tecnológicos importantes.
Mas um Vessel Traffic Service é mais abrangente.
A IMO e a IALA enquadram o VTS como um serviço que combina autoridade, organização, profissionais qualificados, procedimentos, comunicações, informação e tecnologia.
A eficácia do centro depende da forma como estes elementos funcionam em conjunto.
Tecnologia de visualização para ambientes VTS
A SecretScreen desenvolve e integra soluções audiovisuais para ambientes profissionais e salas de controlo, onde a disponibilidade e apresentação da informação assumem particular importância.
O projeto pode envolver videowalls, monitores profissionais, distribuição e gestão de sinais e integração audiovisual, dimensionados em função dos requisitos específicos do espaço e da operação.
Num ambiente crítico, a tecnologia não deve acrescentar complexidade ao trabalho do operador. Deve tornar a informação mais acessível.
Está a desenvolver ou modernizar uma sala de controlo VTS?
Fale com a SecretScreen para analisar os requisitos de visualização e integração audiovisual do projeto.
Perguntas frequentes sobre VTS
O que significa VTS?
VTS significa Vessel Traffic Service ou Vessel Traffic Services, consoante o contexto, e refere-se a serviços destinados a melhorar a segurança e eficiência do tráfego marítimo e contribuir para a proteção do ambiente.
Qual é a diferença entre VTS e AIS?
O VTS é um serviço operacional. O AIS é uma tecnologia de identificação e troca automática de informação entre navios e estações compatíveis. A informação AIS pode constituir uma das fontes utilizadas num VTS.
Um VTS utiliza radar?
O radar pode integrar a infraestrutura tecnológica de um VTS e contribuir para a deteção e acompanhamento de tráfego, dependendo dos requisitos e características da área abrangida.
O que é um VTS Centre?
É o centro a partir do qual os profissionais VTS desempenham as funções necessárias à prestação do serviço e mantêm a imagem do tráfego na área VTS.
Um VTS é apenas utilizado em portos?
Não. Pode existir em portos, acessos portuários, canais e outras áreas marítimas ou navegáveis onde as características do tráfego e o risco justifiquem o serviço.